Prefácio Senso de Orientação Harmônica

Na execução instrumental dos acordes  que   integram  o campo harmônico de Dó maior e Sol maior, propostos neste livro, para serem transportados para outras tonalidades, vemos, na quase totalidade das progressões melódicas construídas sobre os graus diatônicos, a progressão ascendente e descendente dos acordes sobre os graus, para que o estudante se habitue à sonoridade desta estrutura e, assim, desenvolva um Senso de Orientação Harmônica (SOH). 

Senso este que é subentendido, quando um músico improvisa sobre um clichê harmônico, vocalmente, ou através de um instrumento.

Vemos também, em alguns exemplos na tonalidade de Dó Maior, a divisão do sistema diatônico em dois grupos de quatro sons, os quais chamaremos 1º e 2º tetracordes, como acontece no estudo tradicional da escala diatônica.

O motivo pelo qual optamos pela divisão do campo harmônico em dois tetracordes, é de ordem funcional, pois ao dividirmos a estrutura harmônica em dois grupos simétricos de quatro acordes, com  as vozes  movendo-se por graus conjuntos, acabamos por chegar aos  modelos já em uso nas melhores  músicas  do nosso dia a  dia - nossos ouvidos os reconhecem. Por conseguinte, quase que apenas registramos e descrevemos a sua ocorrência, sem exercer sobre eles nenhuma influência, fazendo deste padrão, tão somente uma base segura, sobre a qual outros desenhos melódicos ou harmônicos virão a ser construídos.

Assim, fugimos da prática já consolidada entre muitos instrumentistas das seis cordas, de se executar a torto e a direita os acordes do campo harmônico, tendo por base o conhecimento de apenas algumas posições dos mesmos, o que invariavelmente resultará em progressões sofríveis, com vozes desaparecendo no meio do caminho e reaparecendo em outro ponto da estrutura (estrutura?), desorientadas, sem origem nem destino. 

Desta maneira ajudamos o estudante da arte das seis cordas e de outros instrumentos idem, a perceber auditivamente os acordes do campo harmônico como se estes integrassem de fato, o presumível acompanhamento de uma boa música hipotética.

A flagrante percepção familiar aos ouvidos - fazendo-nos lembrar d’alguma música – salta aos olhos (ou aos ouvidos) quando na subida escala de Dó maior, por exemplo, saltamos do Fá (4º grau da escala) para o Sol correspondente ao 5º grau da mesma, executando-o porém, uma 8ª abaixo, subindo a partir daí em direção ao mesmo Dó inicial, apenas completando a volta por traz.

No presente trabalho, os acordes estão, como pode se supor no primeiro parágrafo deste prefácio, dispostos melodicamente, o que é uma característica do guitarrista típico. Assim, o estudante irá se aperfeiçoando, na arte de criar ideias melódicas sobre – ou a partir de - blocos harmônicos.

 

O Autor

Um Conteúdo Relevante

“Campo Harmônico” traz um conteúdo relevante tanto para estudantes como professores de violão e guitarra que desejam optar por um treinamento técnico organizado e progressivo. O autor oferece uma série de padrões, melódicos e rítmicos, nas tonalidades de “Do maior” e “Sol Maior”, que ajudam a construir uma referência sonora desses campos harmônicos.

Apesar do livro não utilizar trechos extraídos de um repertório específico todos os exercícios remetem a clichês que podem ser facilmente aplicados em uma diversidade de músicas, sendo úteis na composição de melodias e improvisos.

O material contém, para cada padrão proposto, um áudio que pode ser usado como apoio no decorrer do estudo, isso facilita muito para aqueles estudantes que ainda não possuem o som dos exercícios internalizados em sua memória.

Quanto aos professores, este trabalho me parece útil como ferramenta pedagógica auxiliando no desenvolvimento técnico e auditivo dos estudantes. Muitas vezes precisamos desse tipo de material, repleto de exercícios acerca dos mesmos assuntos harmônicos, para ministra-los aos aprendizes.

Enfim é um livro muito bem elaborado do ponto de vista didático-musical voltado para o treinamento técnico, sem ignorar o caráter sonoro dos exercícios.

Samuel Cintra

Mestre em Educação Musical (IA-UNESP), graduado em Composição e regência pela Faculdade de Artes Alcântara Machado; É membro do Grupo de Pesquisa sobre Aprendizagens Musicais na Contemporaneidade - APREMUS (CNPq); É diretor da SCS Produções onde atua como produtor musical; É compositor de música instrumental no grupo Samuel Cintra Trio.

 

Notas do Autor

  • Todas as partituras estão escritas em 4/4 independentemente da existência ou não da fórmula do compasso no início das mesmas.
  • As digitações para a mão esquerda, propostas em algumas lições, foram dadas a título de sugestão. O estudante terá sempre a liberdade de escolher acatá-las ou não. Assim, evitamos que a atenção demasiada a estes detalhes, embora sejam importantes em alguns casos, possam gerar alguma forma de bloqueio articular.
  • Nesta obra, privilegiamos a disposição os dedos da mão esquerda na  posição fechada.

A posição fechada é aquela em que a disposição dos dedos segue rigorosamente a disposição das casas, assim: casas sucessivas, dedos sucessivos. Casas alternadas, disposição também alternada dos dedos. Pula duas casas, pula dois dedos e assim sucessivamente.

 

Viva a Música, Viva a Arte!

Falar algo sobre Natanael Pedro Filho é, com certeza, correr o risco de errar feio.

Digo errar feio, porque é quase impossível achar adjetivos que de fato expressem quem é Esse cara, que Carinhosamente eu chamo de Nael.

Além de um excelente músico, maestro, compositor, arranjador, professor, é um ser humano ímpar. Costumo dizer que ser músico, antes de qualquer outra coisa, é uma questão de dom, vocação e depois técnicas e habilidades.

Tive o privilégio e a honra, de tocar algumas vezes com o Nael, mas confesso que o gostoso mesmo, era quando eu deixava meu instrumento de lado, para poder ouvir os arpejos do grande mestre expressando os mais intensos sentimentos através das belas melodias.

Que delícia! Parecia que não era somente uma música sendo dedilhada, mas algo divino, um momento pra lá de gostoso!

É desse cara chamado Natanael Pedro Filho, o famoso Nael, que você leitor terá prazer de se deliciar com mais essa obra.

Viva a música, viva a arte!

Parabéns Mestre!

Jeremias Gregorio dos Santos

Ex-aluno do CEMUS, amante da boa musica e empresário no segmento de tecnologia da informação.

A Escola

A música é o canal que nos liga verticalmente à Deus e horizontalmente às pessoas. A Cemus se propõe a ser o lado inclinado dessa tríade.

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