Prefácio Manual do Campo Harmônico

A presente obra pretende ser uma fonte de consulta para pianistas, tecladistas, organistas e acordeonistas iniciantes ou não.

Evitamos colocar aqui, detalhes de execução característica deste ou daquele instrumento. Priorizamos a harmonia que obedece à leis universais, deixando por conta do senso criativo de cada instrumentista o ataque, o ritmo, o movimento de ligação dos baixos, que constitui o diferencial de cada instrumento.

As inversões dos acordes, que geram as diferentes posições, localizam-se na mão direita, na clave de sol. Os baixos permanecem na nota fundamental de cada acorde, na mão esquerda, na clave de fá, 4ª linha. Como se pode ver, faremos distinção entre (1) Inversão do acorde e (2) Inversão do baixo do acorde, para fins didáticos. O segundo caso - a inversão dos baixos dos acordes - não é objeto de estudo no presente trabalho.

Contudo, vale observar que, tradicionalmente, a posição dos acordes, especialmente nos instrumentos de teclado, é lida de cima para baixo. Assim, nos acordes fechados, a posição fundamental corresponde à posição de 5ª, a primeira inversão corresponde à posição de 8ª e, a segunda inversão à posição de 3ª, ou seja, a terça está na ponta de cima do acorde.

Quanto à condução das vozes na cadência perfeita V7 I ou na meia cadência IIm7 V7 ou IV V7, entendemos que do acorde dominante para a sua resolução, todas as vozes do contexto devem ter um destino, ou seja, devem ir para algum lugar. Da mesma forma que, ao contrário, do acorde de resolução ( ou meia resolução) para o acorde que o antecedeu, todas as vozes do contexto harmônico devem ter origem, isto é, devem vir de algum lugar.Assim, temos que, uma voz (ou nota) sem origem – que aparece de repente - no acorde de resolução (ou meia resolução), é o que se obtém, quando no acorde anterior, alguma voz desaparece - sem destino - não indo a lugar algum. Pura simetria. Ou falta dela.

No que tange ao problema da resolução não satisfatória do dominante que precede as tríades ou tétrades, que se localizam no VII grau do sistema diatônico, propomos o desvio de foco para o contexto posterior, quando o acorde de tônica, precedido de seu acorde dominante, fecha a progressão de maneira cabal e satisfatória, levando-nos a perceber que a cadência V7 VIIdim ou V7 VIIm7(b5), fôra apenas uma transição rumo ao desfecho já mencionado, na tônica. 

Sugerimos que na cadência IIm7 V7 I, o acorde II cadencial (IIm7) e o dominante (V7) subsequente, sejam tocados também no 3º e no 4º tempo, respectivamente, resolvendo (I) no 1º tempo do compasso seguinte e, que outros ritmos - inclusive o padrão rítmico proposto na página 265 - sejam explorados durante o estudo deste manual.

O AUTOR

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